Você já ouviu falar em “gostosofobia”? Este é um termo que vem ganhando visibilidade nos últimos anos, com a divulgação de casos de mulheres que sofreram algum tipo de preconceito por serem consideradas “gostosas”. 

O termo “gostosofobia” foi registrado pela primeira vez em uma fala de Solange Gomes, durante o seu confinamento em ‘A Fazenda 13’. Na conversa que estava tendo com Tiago Piquilo e Victor Pecoraro, Gomes afirmou: “As pessoas acham que eu ‘ah, bonitona, não sei o que’. Primeiro que acham que eu tenho 50 homens: um paga uma conta, outro dá um carro, outro não sei o que. É isso que passa na cabeça das pessoas e é o contrário, não é nada disso. É o que eu falei do preconceito, da gostosofobia”.

Depois do desabafo, Pecoraro questionou o que seria essa palavra. “É um preconceito, né? De mulher sensual, mulher gostosa, bonita, mulher que trabalha com a sensualidade. As pessoas acham que a mulher é burra, que a mulher não sabe fazer nada, que tem uma vida fácil”, explicou Solange.

Com o termo esclarecido e o entendimento comum de que mulheres sempre são julgadas pelo seu corpo, sejam elas gordas, magras ou gostosas, vamos citar alguns exemplos de mulheres vítimas de “gostosofobia”, na definição de Solange Gomes.

Juli Figueiró

Juli Figueiró é modelo e caminhoneira, e disse que já foi vítima de preconceito em seu ambiente de trabalho, por conta do seu corpo e das fotos sensuais que posta nas redes sociais. Figueiró está concorrendo ao prêmio de Miss Bumbum pelo estado do Rio Grande do Sul e costuma fazer os registros em caminhões para divulgar a sua participação na competição, e recentemente foi demitida da transportadora onde trabalhava. 

Através de outras pessoas, a modelo soube que seria desligada por conta da repercussão do ensaio fotográfico e, ao ligar para os empregadores, eles confirmaram essa informação. “Eu liguei para lá para confirmar, e a menina disse que ela achou apelativo, que eles não concordam com aquilo […] Ela meio que deixou bem claro, e eu senti um preconceito, que foi por causa do ensaio”, explicou.

Apesar de Figueiró ter explicado que o ensaio havia sido de cunho artístico, muitas pessoas não entendem. Especialistas em direito trabalhista defendem que os patrões podem, sim, fazer exigências e criar regras de conduta para assegurar a credibilidade e boa imagem do negócio. Hoje, a modelo trabalha para sites de assinatura de conteúdo adulto.